Na sua ira …

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” [1]. A ira nem sempre é pecado. A ira de Deus, mesmo sua ira furiosa, foi citada freqüentemente no Velho Testamento. Jesus também se irou: “Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração…” [2]. Ser como Jesus significa desenvolver o tipo certo de ira antes que tentar eliminar a ira.

A raiz da ira precisa ser justa. O Senhor disse a Caim: “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante?” [3]. O “por quê” é realmente vital. A ira de Caim tinha uma raiz má: inveja. O sacrifício de Abel foi aceito, o dele não.

Soa incomodamente familiar? Como é isto? Ele prosperou, eu não. Ou: eles o ouvem, a mim não. Ou, ainda: ele foi convidado, eu não. Eles o cumprimentam, mas me ignoram. Meus sentimentos estão feridos. Cuidado!

A ira que tem raiz egoísta ou mesquinha produz sempre frutos amargos. Tem-se que corrigir o “por quê” da ira ou “eis que o pecado jaz à porta” [4]. A ira nunca pode ser justa enquanto o “por quê” for errado.

“Irar-se” não exige raiva. Há pouca necessidade de encorajar a ira! Antes, a sentença adverte sobre os perigos inerentes à ira: em sua ira “não pequeis … nem deis lugar ao diabo”. Contudo, algumas situações realmente merecem a ira, uma ira justa. Moisés desceu do Sinai e encontrou Israel envolvido com idolatria e festanças [5]. Deveria Moisés ficar indiferente? Não! Ira ardente foi a resposta adequada ao insulto deles a Jeová. Deus não repreendeu Moisés. Atirar as tábuas de pedra não foi correto; mas sua ira estava certa. Se um companheiro ridiculariza e calunia um irmão em Cristo? Você deveria irar-se? Ouso dizer que você estaria seriamente errado se não ficasse irado.

A expressão da ira precisa ser justa. Este é um momento fácil de errar. A emoção da ira turba facilmente o julgamento: ignora facilmente a verdade, passa facilmente sobre os limites do certo. Na ira de Caim, ele se recusou a ouvir até mesmo a Deus. Ele assassinou seu irmão; ele mentiu a Deus, depois. Isso é a ira furiosa. Não faça isso!

A ira não deve esvaziar o domínio de si mesmo. Em circunstância nenhuma o domínio próprio pode ser sacrificado. “… eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”[6] nem mesmo a ira. Pode-se ficar justamente irado; não se pode permitir-se ser louco! A ira é freqüentemente justa; a raiva nunca é. O perigo da ira é tão grande que precisamos abordar toda ira com grande cuidado. Precisamos aprender a ser “… tardio para se irar…” [7] (Tiago 1:19), como Deus é [8]. Assim, evitamos muitos desastres terríveis.

Irado, como você se comporta? Tem um excesso de cólera? Esbraveja e grita? Bate o pé e dá ponta-pé? Atira coisas? A ira pode ser ocasionalmente certa, mas um comportamento assim desenfreado nunca está certo. É absolutamente errado: pecado!

Irado, o que você diz? Você xinga, explode em palavrões. Você cospe invectivas insultuosas, odiosas, baixas? Este é freqüentemente o vocabulário da ira. Você acusa falsamente aqueles que o enfurecem? Você diz às pessoas palavras insolentes e feias [9]?. Você espalha boatos, faz mexericos? A ira pode ser justa, mas todas estas palavras maldosas certamente não são. É errado, é pecado!

Irado, o que você faz? Caim irou-se contra Abel e matou-o. Na sua ira, você também faz mal às pessoas? Faz coisas prejudiciais? Você instiga uma briga, uma tática favorita da ira? “O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões” [10]. A ira é permitida, a conduta maldosa não é. É errada, é pecado.

Irado, você acusa Deus? A ira freqüentemente critica Deus. A ira culpa Deus mesmo quando o incidente não foi um feito de Deus. Jó sabia mais do que isso. “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” [11].

Na ira, atrevidamente julgamos se Deus fez a coisa certa. Até mesmo Davi foi apanhado nessa armadilha. “Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá…” [12]. A ira pode ser justa, mas julgar Deus certamente não é da nossa conta! De fato, é arrogantemente errado: pecado!

A duração da ira pode ser justa. “Não deixeis o sol se pôr sobre vossa ira.”[1] Breve é a única duração do tempo para a ira, até mesmo a ira justa. Uma longa permanência da ira mostrará o ácido corroendo a vasilha que o contém. Aprenda com Deus, que “… não retém a sua ira para sempre” [13].

Deixe-a passar!

Referências: [1] Ef 4:26, [2] Mc 3:5, [3] Gn 4:6, [4] Gn 4:7, [5] Ex 32:1, [6] 1 Co 6:12, [7] Tg 1:19, [8] Sl 103:8 e 145:8, [9] Mt 5:22, [10] Pv 29:22, [11] Jó 1:22, [12] 2 Sm 6:8, [13] Mq 7:18

Texto original: Joe Fitch – http://www.estudosdabiblia.net/200132.htm
 
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Sobre marcospoorman

O objetivo deste blog é edificar os irmãos em Cristo através de uma coletânea de mensagens escritas durante minha caminhada cristã.
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